Os deputados estão se superando e propondo um número de besteiras cada vez maior. A última foi do senhor Campos Machado (PTB-SP) que defende uma lei que proíbe em todo o Estado de São Paulo, a venda e consumo de álcool em ambientes públicos como calçadas, praias, festas e feiras.
Isso é apenas mais uma amostra da quase completa incompetência de nossos representantes. As propostas são das mais variadas, desde a legalização da cura Gay e a presença de entidades religiosas no STJ, passando pela obrigatoriedade de presidiários doarem órgãos duplos, como pulmão, rim e córnea, além da medula ou dois terços do fígado. Acredite, isso foi proposto pelos nobres deputados Irapuan Teixeira (PP-SP) e Elimar Máximo Damasceno (Prona-SP).
Tudo isso rolando enquanto e a justiça continua inoperante por conta de uma legislação tortuosa, contraditória e ineficaz.
Toque recolher, proibição de venda de bebidas, restrição de funcionamento para caixas eletrônicos, lei da palmada e muitos outros projetos e leis erram o alvo porque é mais fácil jogar o cidadão na ilegalidade do que prender bandidos, fiscalizar o trânsito ou punir pais violentos.
Como André Barcinski disse: “É a hipocrisia do poder público, que não consegue resolver questões básicas e pune todos os cidadãos por isso”.
http://andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br/2012/03/14/tome-a-saideira-antes-que-o-governo-proiba/
quarta-feira, 14 de março de 2012
Enquanto isso no Congresso....
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
As 10 mais de 2011
Com exceção dos últimos 3 meses do ano, 2011 foi ruim de músicas novas para mim. Sem computador, sem net, sem revistas musicais e sem baixar nada. Vivi quase esse tempo todo de velharias, mas eis que em outubro tudo começa a mudar. De lá para cá, foram mais de 30 álbuns baixados e muita coisa boa rolando.
Abaixo, segue minha lista das 10 melhores músicas de 2011. Tem desde a incensada Adele, passando pelo pop delicioso do Foster the People chegando até os quase desconhecidos Pública e Criolo. Temos também o The Black Keys, melhor banda de rock dos últimos cinco anos e presença unânime da crítica em todas as listas. Foo Fighters, Wilco e Noel Gallagher dispensam apresentações, já The Broken Bells é uma joía como poucas vezes se viu e Ryan Adms é aquele cara com o violão nas costas que canta a vida com simplicidade. Uma lista e tanto
1 – Hell Of te season – The Black Keys
2 – Não existe amore m SP - Criolo
3 – The High Road – The Broken Bells
4 - Corpo Fechado – Pública
5 - If I Had A Gun... – Noel Gallagher
6 - Pumped of Kicks – Foster The people
7 – Dear Rosemary – Foo Fighters
8 – Art of Almost – Wilco
9 – I’ll Be Wainting – Adele
10 - Invisible Riverside – Ryan Adams
Postado por Pedro Santiago às 09:01 2 comentários
sábado, 10 de dezembro de 2011
Sobre música e alternativa
Hoje, a cena alternativa é o refúgio de quem gosta de música pop, rock e mpb. Há muito tempo que não existe absolutamente nada de interessante rolando no mainstream nacional, mas já no outro lado, nunca esteve tão fácil produzir música como também o acesso a mesma. Antes, neguinho dependia do amigo rico que comprava tudo que saia nas lojas ou ainda ficava à espera de uma cópia do tio do seu amigo que demorava um mês para chegar. Mas isso já faz tempo.
Hoje, qualquer um pode gravar um cd com qualidade e postar seu trabalho na internet. Ainda não consegui esclarecer como isso contribuiu para a fossa que é o mainstream, mas tenho certeza que tem uma grande contribuição. “Pedro, o estabilishment sempre foi uma merda!”. Sim concordo, mas acho que antes existiam ilhas que comportavam alguma coisa boa e não vejo mais isso. Friso que estou falando de cena nacional.
Eu e um monte de pessoas dependemos e mantemos o esquema alternativo. Gente como China, Wado, Cidadão Instigado, Vanguart, Pública, Gram, Autoramas etc têm uma carreira feita e são conhecidos em todo o Brasil graças a esse esquema que não tem uma cabeça, uma instituição coordenadora, só o desejo de ouvir boa música e se fazer escutar.
Me refiro aos consumidores que não aguentam mais escutar Capital Inicial, Ivete Sangalo, Maria Rita, NXZERO e correm para baixar CSS, Roberta Sá, Tulipa e Nevilton. Se não temos uma banda que marque época e defina uma geração com o fez a Legião Urbana e o Los Hermanos, temos uma pluralidade de vozes, sotaques e ritmos que nunca teriam espaço sem a dinâmica midiática atual.
Ninguém sabe qual o futuro da indústria fonográfica. Se os cds irão (devem) acabar, se as grandes corporações deixarão de existir(duvido muito) ou como o artista de 2020 vai ganhar dinheiro para sobreviver. Eu não sei, mas posso prever que a música alternativa terá cada vez mais força e, com um pouco de sorte, mais qualidade.
Postado por Pedro Santiago às 05:15 1 comentários
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Goodbye R.E.M
Ainda adolescente, tive muitas fases, bandas e a sequência foi mais ou menos assim: Bon Jovi, Guns n’ Roses, Nirvana, Scorpions, Mettalica U2 e R.E.M. Era o início da internet e comecei a baixar muita coisa bacana assim como ia melhorando meu gosto musical.
No meio desse rol, o R.E.M tinha um lugar especial na minha cabeça, já que não era farofa como o Bon Jovi, nem exasperado como o Nirvana, muito menos pesado como o Mettallica ou messiânico like o U2. Era diferente, até porque eu nada conhecia sobre o indie americano à época. O R.E.M soava estranho em meio aos bastiões oitentistas e a verve pop 90. Envergava uma canção mais honesta, ríspida e direta. Eles eram o que pareciam ser e todos que acompanham bandas sabem como isso é esquisito.
O R.E.M junto com o IRA!, eram os meus patinhos feios. Bandas que poucos escutavam, mas que eu amava.
The end
Pensar no fim do R.E.M é cantar um dos trechos de Near Wild Heaven “Something has gone wrong”. Em um arroubo de dramatismo, me lembro ainda de Merlin em as Crônicas de Arthur, “Veja como os maus prosperam. Isso diz muito sobre o mundo que vivemos”.
Envelhecer deve ser difícil.
Imagino Stipe olhando para o lado e vendo o mainstream atual, recordando de 30 anos e de todas as bandas que ficaram no meio do caminho.... Smiths, Echo & the Bunnymen, Oasis, Smashing Pumpkins, The Verve, Blur, Stones Roses. “São tantos”...
Vou apenas lamentar o fim do R.E.M, tirar meus cds da caixa, agradecer tudo que eles me deram e curtir The Great Beyond como se o mundo fosse acabar. Os saúdo pela grandeza de terminar antes do fim e não ficar por aí vegetando ridiculamente como o U2, O Rolling Stones, The Who ou Aerosmith.
No fim, o R.E.M terminou com a simplicidade que guiou sua música durante tanto tempo, divulgando uma nota em site oficial. “To anyone who ever felt touched by our music, our deepest thanks for listening( Para quem já se sentiu tocado por nossa música, nosso mais profundo agradecimento pela atenção)."
Não há de que, mas nós é que agradecemos.
Postado por Pedro Santiago às 12:11 1 comentários
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Não, obrigado
Desde o ano passado que leio sobre a britânia antiga, suas guerras, deuses, costumes e tudo o mais. Li duas vezes as crônicas de Arthur, lendário guerreiro que livraria toda a ilha galesa dos invasores de além mar. Concomitante à guerra de Arthur com os saxões, ocorria outro embate: o do cristianismo com o paganismo.
Os cristãos, levados a ilha britânica pelo império romano, praticamente erradicaram a velha religião. Derrubaram o alicerce pagão quando varreram quase todos os druidas e encaixaram o paganismo no simplório jogo cristão: nós somos o bem e eles o mal, disseram os padres. Simples assim.
Encarava isso como uma peleja antiga, já que todos sabemos qual lado saiu vencedor. Mas não, não acabou. Ainda hoje acontece o mesmo dos tempos do senhor da távola redonda.
Em um culto batista, presenciei o Pastor perguntar a um homem, q se dizia possuído, se ele havia ido a um tambor? Ao receber a resposta positiva, o sacerdote disse que ele tinha feito um pacto com o diabo. Porque todos sabem, todos sabem, o anjo caído vem para “enganar, matar e destruir”. A guerra continua!, pensei eu. O cristianismo e suas diversas faces arrefeceram os ânimos, mas mantêm a guarda a postos.
Confesso que gostei do culto, mas essas questões e outras ainda me mantêm longe dessa e de qualquer religião.
Em tempo, no mesmo templo, fui testemunha, de uma reação firme à lei que criminalizaria a homofobia. O gay, pelo que entendo, fica num vácuo religioso entre o vil e o diabo. Ou você faz algo sugestionado pelo santã ou não presta mesmo. Uma coisa bem didática.
Nunca gostei de religião alguma. E hoje, já adulto, simplesmente não posso fazer parte de uma instituição que nega gays, outras religiões e que acaba por negar o ser o humano por ele mesmo. Não dá, passo.
Tenho consciência que a religião é de suma importância para a vida de qualquer um e negar isso é uma tolice. Não nego religião nenhuma e vejo claramente o papel que ela desempenha em nossa sociedade e na vida de tantas pessoas. Vi isso no culto, quando pessoas choravam cantando um louvor ou quando o Pastor perguntou se elas estavam livres para Jesus. Não vejo o mínimo problema nisso como a maioria dos ditos laicos se afobam em apontar. Para aquelas pessoas, os crentes, o batismo é importante e faz parte da sua vida assim como o amor ao seu irmão e mãe, uma coisa que poucos abrem mão.
Não posso diminuir algo assim.
Merlin lutou bravamente pelos seus deuses, que hoje estão esquecidos, sem poder e mortos como o próprio mago. Jesus derrubou os deuses helênicos do império Romano e desde então a santíssima trindade vem mandando no mundo espiritual, mesmo que hoje o Islamismo seja maior.
Continuo agnóstico, acreditando em Deus , mas sem religião. E assim perdurarei até o dia que o ser religioso não seja obrigado a negar um gay ou umbandista. Até lá, no thanks.
Meu lado religioso é o humano e nada mais.
Amém.
Postado por Pedro Santiago às 12:42 1 comentários
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Meu Arhur
Hoje eu consigo ver um futuro brilhante para Arthur, um tempo em que ele será maior, mais forte e inteligente do que eu. Sim, porque eu tinha muito medo de que nunca alcançasse meu intelecto. Não porque eu seja um gênio ou algo que o valha. Nada disso, nada mais longe.
É apenas que hoje a imbecilidade é regra. As novas gerações crescem despreparadas para tudo, ou talvez apenas para passar em um vestibular. Não crescem lidando com a frustração, sem cair e ralar o joelho, sem chutar o chão e perder a cabeça do dedo. Passam o tempo em meio a alienação e materialismo onde sua maior preocupação é o assunto mais comentado dos TTs ou o que a galera anda curtindo no Facebook.
Daqui a alguns anos o Face já será morto, assim como hoje é o Orkut e caminha para ser o MSN. É tudo efêmero!
Eu tinha medo.
Mas o bom dessa história é que não tenho mais. Sou tranqüilo e sereno com os dias que virão para meu filho. O vejo sorrindo, discutindo por alguma coisa comigo e me mostrando algo da vida que nunca vi e ainda não sei o que é, mas que ele me dirá. Me dará uma lição que ninguém sabe, me mostrará um ângulo que nunca sonhei e um gosto que nunca provei. Delícia...
O vejo lindo como nenhum homem no mundo será nessa vida, não para meus olhos e coração.
Arhur sorri e me dá sede do amanhã, vontade de crescer e ser cada dia melhor. Meu filho merece um pai pelo qual possa se orgulhar e isso para ele eu darei.
Eu juro!
Postado por Pedro Santiago às 18:14 3 comentários
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Eita Piauí.....
A Fundação dos Esportes do Piauí será assumida por Marco Aurélio Sampaio, de 19 anos, estudante de Direito que tem como única justificativa para ocupar o cargo, o fato de ser filho do deputado estadual Themistocles Filho.
O esporte piauiense é praticamente inexistente, apenas o “Futebol Profissional “ ainda cambaleia de forma terminal. O resto.... o que é o resto? O Judô é o único esporte que ainda temos atletas com bons resultados. E o handball, vôlei, atletismo, futsal, natação, ciclismo e tantos outros desportos?
No Piauí, notadamente em Teresina, se aplica uma cultura de não esporte. Conheci inúmeras escolas que não realizavam as aulas de educação física, apenas aprovando todos os alunos matriculados. Cadê os nossos jogos estaduais? Até o Maranhão está melhor do que a gente. Lá, todos os colégios se preparam para enfrentar os jogos escolares. Tive dois primos que jogavam vôlei e não pagaram colégio durante boa parte de sua vida. Detalhe, eles moravam em Imperatriz! Uma cidade do interior.
Aqui não há NADA! O maior e, praticamente, único ginásio de esportes de Teresina, passou anos fechado.
Não me surpreende que o esporte esteja nesse estado vegetativo. O governo não demonstra o mínimo interesse em mudar essa realidade. Sua última manobra foi colocar um garoto de 19 anos na gerência do esporte do Piauí. NÃO estou dizendo que Marco Aurélio é corrupto, ladrão, desonesto ou qualquer coisa que o valha. Digo apenas que é uma pessoa despreparada para o cargo, sem a mínima vivência do esporte, muito menos em políticas esportivas.
Desde que se reelegeu, o governador quis passar a imagem de duro e austero. Bobagem, lorota.
Ao indicar seu filho, o deputado Themistocles Filho reafirma a política atrasada de nosso estado, impregnada de vícios, clientelismo e nepotismo. O presidente da Alepi mostra que a vontade de quem está no poder é absoluta e dane-se o resto, não ligando para opinião pública, imprensa, ministério público ou quem quer que seja.
Esse é o Piauí em que vivemos.
Postado por Pedro Santiago às 12:13 0 comentários